sexta-feira, 2 de junho de 2017

E não há nada pior que demasiado tarde....

Imagem de ombre, black and white, and swing
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Há coisas bem piores
do que ser sozinho.
mas às vezes levamos décadas
para percebê-lo.
E ainda mais vezes
é demasiado tarde.
E não há nada pior
do que
demasiado tarde.
Charles Bukowsky

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O conforto da miserabilidade

girl
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A miserabilidade é aquele sofá velho que nos faz doer as costas e no qual não conseguimos fazer uma sesta em condições, mas que já lhe conhecemos o cheiro, o tamanho, as manhas e o sítio onde as molas nos doem menos. 

Queixamo-nos dele, mas não o trocamos. É que este ainda me dá que falar. De que falarei eu quando me levantar deste sofá para fazer outra coisa? Deste eu sei falar, sei como me dói. As outras dores não as conheço bem. Como depois vou falar de dores que não conheço?

Aprendi recentemente que não podemos tirar ninguém do seu sofá velho apenas porque achamos que há um sofá melhor. A arrogância de acharmos que alguém seria mais feliz com um sofá novo, é nossa. A supremacia da nossa visão com a hipótese de poder retirar as dores de alguém faz com que gastemos energia num cenário que não sendo para nós, também não é nosso. 

Eu tenho o meu sofá velho, que teimo em sentar-me cada vez menos. Não me obriguem a sentar em mais nenhum sofá velho.

sábado, 29 de abril de 2017

Only love can save us

Todo o amor se cura com amor. A falta dele cura-se com amor. O excesso dele, com mais amor. 
Se temos muros à volta, o amor destrói. Se temos monstros dentro de nós, o amor aniquila-os. Se temos medos o amor combate-os. No  fundo, só o amor nos pode salvar e disso não tenho dúvidas. 
Hoje, nas minhas instrospeções diárias cheguei à conclusão que o que me faz falta é sentir um equilíbrio entre o amor que foi retirado e o amor que está por vir. 
Olhando para o passado e para as pessoas que já perdi, fiquei com um défice de amor que ainda não foi reposto. Como é possível vivermos em paz se nos tiram amor e não nos compensam com mais amor?
Aquilo que mais me assusta no facto no avançar da idade é da possível impossibilidade de gerar mais amor. O meu passado colheu-me amor e o meu futuro ainda não mo veio devolver. 
Acho que pode ser isto. Também. 

sexta-feira, 31 de março de 2017

Trinta do três, a conta que deus fez

Resultado de imagem para 35 anos


1, 2, 3 ... 35!

35 anos chegaram. De mansinho, como se não quisessem nada com a vida nem comigo, mas chegaram para me lembrar que estou viva e estou aqui. 
Se é como dizem, e que a cada ciclo de 7 anos algo se transforma e renova, eu estou muito expectante em relação ao que aí vem! 
Há qualquer coisa que me falta cumprir que ainda não descobri ao longo destes anos. Talvez nunca saberei. 
Já tive muita pressa! de viver, de chegar, de concretizar. Já me frustrei imenso por não encontrar um poiso onde me sentisse totalmente bem e totalmente eu. Até ter começado a aceitar. Aceitar que há coisas que não podemos mudar, que há coisas que já aprendemos e que podemos mudar e que grande parte das vezes as coisas estão exatamente como devem estar.
Aprender a aceitar foi a minha grande conquista dos últimos anos. Aprender a ser feliz com o que se tem e não com a ideia (tantas vezes efabulada) daquilo que deveria ter e do caminho que já devia ter percorrido, mas que pode não ter sido o meu. Pelo menos até agora. 
Daqui para a frente conto fazer o meu caminho com a serenidade que me for possível, aceitando sem resignação o que a vida me trouxer e sobretudo agradecer, por tudo e por nada. Simplesmente agradecer.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ego meu, ego meu, haverá alguém maior do que eu?

Quando me perguntam que tipo de pessoa me destrona mais facilmente, rapidamente concluo que é o tipo de pessoa com um ego tão, mas tão grande que o universo inteiro se encolhe para caber lá dentro. Pessoas tão cheias de si, que acreditam que o sol nasce todos os dias porque elas existem. Se juntarmos a este ego enorme uma carência de qualquer espécie, temos aqui um pequeno ser humano a evitar a todo o custo. Normalmente tudo o que farão será porque elas precisam, porque elas querem, porque lhes aconteceu isto e mais um par de botas. Basicamente o resto do mundo deixa de ter qualquer importância. Afinal quem é o resto do mundo para se lhes poder ser comparado? Que problemas terá o resto do mundo que se possam equiparar aos deles? Muito poucos ou nenhuns. São estes egos mal comportados e gigantes que nos atravessam o dia e às vezes a vida. Tirá-los do caminho é o cabo dos trabalhos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Há sempre uma ferida de que não conseguimos regressar...


rain
http://data.whicdn.com/images/254567688/superthumb.jpg 
Entre a saliva e os sonhos há sempre
uma ferida de que não conseguimos
regressar
e uma noite a vida
começa a doer muito
e os espelhos donde as almas partiram
agarram-nos pelos ombros e murmuram
como são terríveis os olhos do amor
quando acordam vazios
Alice Vieira
Deveria existir dentro de cada um de nós uma despensa  emocional para onde enviávamos todas as nossas mágoas. Aqui nesta despensa elas ficavam guardadas e seriam recicladas e transformadas em coisas boas. Não morariam em nós eternamente, mas apenas pelo tempo necessário; aquele tempo estritamente necessário em que temos que aprender alguma coisa e onde ficam registadas as memórias suficientes para não nos colocarmos em situações idênticas mais vezes. Depois disto, a ferida e a mágoa seriam apagadas para não morarem mais em nós, para podermos regressar delas sem nunca mais voltar. E seríamos nós e inteiros uma e outra vez...

domingo, 30 de outubro de 2016

Haverá sempre uma linha que separa...

༺✿*ƸӜƷ *✿༻✶*✫¨`❤.,¸.• `•.¸☀.•´♥¸☀.•´♥Swing Dream .¸☀.•´♥•´¨`•. `••. '•Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ •´♥ ..•* ☀¨`*•.•´*.¸☀.•´♥ ┊ ┊┊ ┊☀┊ ┊ ┊┊ ☀ه ه┊ ☀ ┊ ┊ ི♥ྀ ☀ ┊┊ ☀ه ه┊Sisters by loretoidas 
http://www.flickr.com/photos/allthebeautifulthings/8638128944/

Haverá um código de ética implícito nas amizades? Um código que, não estando escrito, deve e merece ser cumprido? Eu creio que sim e, da minha parte, esse código é respeitado.
Para mim, alguém com quem uma amiga esteve envolvida é alguém que não me interessa estar em contacto, exceptuando se já havia uma amizade antes. Ora não havendo, nunca vou entender como é que de repente se iniciam contactos perfeitamente inocentes entre uma amiga e o ex de outra amiga. Será que é mesmo necessário? Há assim tanta coisa a dizer e a partilhar, sobretudo agora que essa pessoa deixa de estar na vida dessa nossa amiga?
Acho que  há limites tão bem definidos quando se trata de uma amizade! Há coisas e contextos onde não se mexe.  Mas também acho que cada vez mais há uma necessidade enorme de alimentar egos, das pessoas se sentirem na mó de cima, com o foco nelas, de sentirem que podem, que são importantes, mesmo que isso se faça à custa de outras coisas. Só com um enorme estado de carência eu consigo explicar situações destas que infelizmente vejo acontecer com mais frequência. Ou então sou eu, que penso mal...