Quero crer, neste segundo dia do mês de Fevereiro, que o Janeiro que passou foi apenas o estágio do que está para acontecer no resto de 2016. Andei a apregoar a toda a gente que este ano seria fantástico, Terminado o Janeiro, creio que foi só assim-assim. Começo a perder a veemência das coisas que andei a dizer.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Quero crer, neste segundo dia do mês de Fevereiro, que o Janeiro que passou foi apenas o estágio do que está para acontecer no resto de 2016. Andei a apregoar a toda a gente que este ano seria fantástico, Terminado o Janeiro, creio que foi só assim-assim. Começo a perder a veemência das coisas que andei a dizer.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
O não sentido faz sentido
De repente as coisas não precisam mais fazer sentido.
Satisfaço-me em
ser.
Tu és?
Tenho certeza que sim.
O não sentido das coisas me faz ter
um sorriso de complacência.
De certo tudo deve estar sendo o que é.
Clarice Lispector
O sentido das coisas às vezes está no não sentido. E não faz mal. Esta busca desenfreada pelo sentido das coisas sem sentido tem-me levado à exaustão. Pensar leva-me à exaustão. Procurar respostas leva-me à exaustão. Falar leva-me à exaustão. Agora limito-me a ser. E felizmente tenho sido cada vez mais..
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Dos assuntos tabus
Não há, para mim, assunto menos democrático de discutir do que o da maternidade. Confesso que guardo a maior parte dos meus pensamentos e ficam a pairar dentro do balão, quando ouço as conversas. Primeiro, porque não sou mãe e portanto não sei o que é sentir as agruras da maternidade, depois porque me interessa muito pouco o modo como as pessoas, individualmente, conduzem a vida dos seres mais queridos.
Agora, como socióloga de formação, permitam-me que possa observar o comportamento social da maternidade e opinar. Falando no geral torna-se menos complicado, porque como ninguém se sente particularizado, não se ofende e até concorda com parte das coisas.
Ora, como ser observante destas novas gerações e tendo a perfeita noção que 'no meu tempo' as coisas eram um bocadinho diferentes, faz-me espécie este endeusamento das crias. Vejo nas redes sociais que os pais são todos reis e rainhas, porque as suas crias são todos príncipes e princesas. E os príncipes e princesas são uns anjinhos porque a eles lhes é proporcionado todo o conforto e bem-estar possível, para que nunca sintam a carência do que quer que seja. E não falo de carência emocional, obviamente, mas até esta é convenientemente confundida com a carência material. Porque se os meninos não têm, vão ficar tristes e a tristeza é uma emoção que deve ser negada ao máximo aos príncipes e princesas.
O que acontece é que entretanto estes meninos crescem a não saberem ouvir um não. Crescem a achar que ficar triste e frustrado é uma anormalidade, porque isto sempre foi combatido. Crescem a achar que já sabem tudo. Crescem e percebem que não são meninos nem da mamã, nem do papá, mas são meninos do mundo e como tal é a ele que têm que se dedicar. E quando digo dedicarem-se ao mundo, digo dedicarem-se aos outros, a si próprios, aos sonhos que têm, às possibilidades que criam. Mesmo que para isso tenham que cair e levantar-se e saberem aceitar que não há como ser de outro modo.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Good news

Cérebro 1 - Coração 0
O meu esforço para utilizar o cérebro em vez do coração começa a dar os seus frutos.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Do coitadismo e como isto pode ser viciante (Parte I)
Há qualquer coisa de delicioso e viciante no 'coitadismo' que nos agarra àquela sensação de não podermos fazer mais nada e por causa disso sentimos uma pena tão grande de nós mesmos que quase se torna confortável ficar ali. É como se o mundo todo nos visse chorar e contorcer e, por causa disso, achamos que vamos ser recompensados. Nada mais triste e miserável do que isto.
Sem moralismos alheios porque eu de vez em quando também me permito ter um bocado de pena de mim e chorar à vontade. O que realmente tenho aprendido é que esta emoção desgasta-me muito mais do que qualquer outra e olho para o espelho e não me reconheço. Nunca tive tendência para estados depressivos longos. Desta última vez, caí num buraco tão fundo que, confesso, assustei-me. Ponderei terapia. Tomei medicação (larguei, porque não me dei bem), repensei todo o cenário que vivi à procura de um sentido e não encontrei. Achei-me injustiçada. Revoltei-me contra o mundo. Deixei de acreditar no karma e naquele sentido de justiça divina que se diz que ele tem. Ponderei todas as minhas atitudes à procura de dar uma justificação a esta culpa que ainda carrego. Lembrei todos os dias infelizes antes do buraco. Irritei-me de morte com os clichés de consolação. Afastei-me de conversas sem sentido. Forcei-me a sair de casa. E forcei-me sobretudo a acreditar nesta miserabilidade toda. Acho que estou a aprender a aceitar. E aceitar é dos processos mentais mais difíceis que temos. Muito diferente de resignar, de aceitar só porque sim, como se não houvesse outra solução. É aceitar apenas. E confiar.
to be continued...
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