segunda-feira, 28 de abril de 2014


Invariavelmente perguntam-te uma imensidão de coisas que se prendem com pormenores. Com a necessidade de teres que colocar um nome às coisas para que elas possam fazer sentido. 
O problema não está nas questões que te colocam, mas por favor, comecem a fazer as questões certas. 
Estás feliz? É a primeira, única e derradeira questão que realmente importa. 

domingo, 20 de abril de 2014

Senhor este ano não pequei... Não comi carne sexta-feira santa

Not Only Photos Set13

A outra metade da laranja...

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Um dia vendem-nos a ideia de que a metade da laranja é o pedaço que nos falta para sermos felizes. E que a eterna busca pela metade de nós, nos fará mais completos.
Eu sou uma romântica no que toca às crenças no amor. Não sou uma romântica 'clichezada', mas sou uma romântica que acredita verdadeiramente no entendimento e no amor entre duas pessoas...inteiras de preferência. 
Quer isto dizer que procurarmos a nossa metade, nos reduz a outra metade. E nós não somos só metade. Nós somos inteiros. Cheios de coisas boas e coisas insuportáveis para oferecer a alguém igualmente inteiro que esteja disposto a aturá-las. 
Esta estória da metade da laranja causa-me algum arrepio. Não estranho existir tanta gente por aí a sentir-se incompleta. Pudera! Convenceram-se que a felicidade se consegue pela outra metade!
Nada mais redutor! Nada mais simplório! 




segunda-feira, 24 de março de 2014

E depois com o tempo...

E depois com o tempo vais percebendo que afinal não há pressa nenhuma em viver. Que aquilo que julgas que te faz feliz não é o sítio onde queres chegar, mas o caminho que tens que fazer para lá chegares. E isso aprendes agora com a arte e manha de quem nunca gostou de esperar, mas que aprendeu a tirar o melhor partido da espera. 
E com o tempo vais percebendo que as receitas mágicas de felicidade se calhar não funcionam contigo, embora andasses a convencer-te que sim, que aquilo é que seria. 
E com o tempo vais percebendo que não dançarás apenas ao som da tua música e terás que aprender a dançar outras coisas e ainda assim não faz mal, emborcas mais um copo de vinho e siga. 
E com o tempo vais aprendendo a policiar as tuas emoções e a controlá-las porque percebes que às vezes é preciso amar devagar e tu não gostas e não sabes amar devagar, mas aprendes.
E com o tempo vais aprendendo a discutir sentada e a ouvir o que têm para te dizer. E percebes que tu, que tens sempre tanto para dizer, também sabes ficar calada, embora com a tua razão. 
E no final da noite aprendes, o quão bom é perceberes que aprendeste um bocado mais, que partilhaste um bocado mais, que desiludiste um bocado mais e ainda assim, consegues amar mais. 

Era isto!

domingo, 16 de março de 2014

Só sei amar assim, de forma histérica, a arrancar cabelos e a rir ao mesmo tempo...

Dizia a Rita Ferro ontem no Alta Definição que só sabe amar de uma forma histérica e eu pensei, ó minha querida, se eu te entendo! Não concebo outra forma de amar senão uma forma histérica e arrebatadora de quem se dispõe a viver e a morrer por amor. É triste, só posso dizer que é triste porque tudo aquilo que se sente na pele, nas melhores e nas piores emoções, dá vontade de arrancar cabelos e sair porta fora, e voltar e saltar para cima e insultar e beijar ao mesmo tempo. É um misto de felicidade e medo da infelicidade, é o voltar a ter fé e a agradecer a benção e ao mesmo tempo é o rezar para que não acabe. É tudo junto, tudo em demasia.
Tudo demasiado grande, demasiado intenso, demasiado tudo. E por mais que seja lindo e magnifico viver assim, dá trabalho e agonias e vontade de chorar porque tanta felicidade não cabe em mais lado nenhum.
E se sabes de antemão que terás que te despedir, então começas a sofrer hoje, agora e já! e percebes que não saberás nunca amar de outra maneira. E também não queres!