domingo, 16 de março de 2014

Só sei amar assim, de forma histérica, a arrancar cabelos e a rir ao mesmo tempo...

Dizia a Rita Ferro ontem no Alta Definição que só sabe amar de uma forma histérica e eu pensei, ó minha querida, se eu te entendo! Não concebo outra forma de amar senão uma forma histérica e arrebatadora de quem se dispõe a viver e a morrer por amor. É triste, só posso dizer que é triste porque tudo aquilo que se sente na pele, nas melhores e nas piores emoções, dá vontade de arrancar cabelos e sair porta fora, e voltar e saltar para cima e insultar e beijar ao mesmo tempo. É um misto de felicidade e medo da infelicidade, é o voltar a ter fé e a agradecer a benção e ao mesmo tempo é o rezar para que não acabe. É tudo junto, tudo em demasia.
Tudo demasiado grande, demasiado intenso, demasiado tudo. E por mais que seja lindo e magnifico viver assim, dá trabalho e agonias e vontade de chorar porque tanta felicidade não cabe em mais lado nenhum.
E se sabes de antemão que terás que te despedir, então começas a sofrer hoje, agora e já! e percebes que não saberás nunca amar de outra maneira. E também não queres!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Por via das dúvidas?!?

É certo e sabido que nos unimos todos pelas afinidades que criamos com os outros. Não tenho dúvidas que em determinados momentos das nossas vidas nos faz mais sentido estar com umas pessoas do que com outras.
O que me irrita é que as afinidades das pessoas se moldem por critérios que deveriam ter pouca importância. Não discuto opiniões, mas custa-me a crer, como li algures, não interessa onde, que é importante termos um casal perfeito para acompanhar os programas de outro casal. Assim um BFF em modo casal.
Então e eu pergunto o que é feito do resto das pessoas? Deixam de ter afinidades porque não têm ninguém? Porque é chato convidar só um para jantar (até acho mais económico e tudo)? Porque os que estão solitários (não sozinhos) não se adequam aos programas a dois?
Compreendo e aceito que a vida muda, mas os amigos não. E são eles que lá estão quando por um azar da vida voltamos a estar sozinhos.
Não se exclui os amigos homossexuais se somos hetero, nem os amigos pretos se somos brancos, nem os amigos benfiquistas se somos sportinguistas, certo?

Era só para confirmar.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

A essência

:)


- O que se faz com um desgosto de amor?
- Sentas-te e esperas que passe.
- Quanto tempo terei que esperar?
- O tempo suficiente para que todos os pedaços estejam colados.
- O tempo suficiente é muito?
- Vai parecer-te uma eternidade.
- E o que faço enquanto espero?
- Esperas apenas. Saberás quando sair da cadeira.
- E o que vou sentir quando me levantar?
- Vais-te sentir livre. E vais sentir medo.
- Se sentir muito medo posso voltar a sentar-me?
- Por mais medo que sintas, nunca mais te vais querer voltar a sentar.

Porque a capacidade de amar não se esgota. Morre em nós, se o quisermos. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Gostaria que a minha cabeça não me denunciasse. Gostaria que a minha perspicácia não me apanhasse na curva. Gostaria que a minha inteligência não fizesse antever as coisas como elas são. Gostaria que as minhas expetativas fossem reduzidas a nada. Gostaria de conseguir, sempre que me levanto, voltar a ser realmente feliz. E isso é um caminho tramado...