domingo, 8 de dezembro de 2013

Dos sítios com fama

Hoje de manhã fui pequeno-almoçar com um grupo de amigos que já não via há algum tempo. Chegámos ao sítio combinado e estava à pinha, com gente à espera para entrar. Espera, não espera, lá arranjámos mesa para sete pessoas e um bébé.
O espaço está engraçado, bem localizado e come-se bem, mas tenho que dar razão ao meu amigo que me diz que os espaços ganham fama quando são frequentados por gajos que usam óculos da avó.
Não consigo tirar esta ideia da cabeça e já me fartei de rir com a associação de quem faz o espaço: se ele mesmo, se apenas as pessoas, se a conjugação entre ambos.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O antes só... já era

Alone


Estar-se sozinho hoje em dia, mais do que uma circunstância, é uma fatalidade. Mas para os outros.
Os outros não te perdoam que estejas sozinho e mesmo se isso fosse uma opção tua, uma coisa que traçaste para ti, os outros não deixam. Não evitam olhar para ti como se tivesses um sério problema, como se a tua opção fosse uma doença, embora eu não saiba porque é que efetivamente constitui um problema para os outros.
Acontece que quando não é opção, mas é circunstancial, tu próprio te sentes mal com a questão: e novidades? Porque aquilo que realmente querem saber de ti é onde trabalhas o com quem casaste. Se és feliz com as tuas opções, se te sentes realizado, se convives bem contigo, isso são meros acessórios. Até a pergunta: então, tudo bem?, vem carregada de esperança que tu digas que finalmente casaste e fizeste um filho. Depois perguntar-te-ão quando vem o próximo e depois o próximo até esgotarem as possibilidades e ficarem à espera que te comeces a queixar das mazelas da idade.
A nossa vida custa muito aos outros e as nossas opções custam ainda mais.
Se fores gira e inteligente perdoar-te-ão menos, porque também compreenderão menos.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Estou viva! Alegre, contente e imensamente cansada. Não tenho cérebro para escrever mais de duas linhas nem para produzir ideias a não ser que mas peçam. Espero retomar o meu estado pacífico para poder continuar a escrever nesta cidade sem sexo.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Blá Blá Blá

A minha veia romântica, mas não excessivamente romântica, coloca o meu cérebro a pensar blá blá bla... sempre que ouço um homem cheio de falinhas mansas, a boca cheia de clichés e uma pornochachada carregada de sentimentalismo. Aquele discurso serve qualquer carapuço e, a sério, é tão mas tão maçador.

Calem-me a boca com um beijo ou uma resposta inteligente, para além disso deixem-se estar.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Do dar e do receber

Há coisas que a idade me tem trazido que jogam cada vez mais a meu favor. O metabolismo não é um bom exemplo. Está cada vez mais lento. Assim como o meu estado constante de sonolência, que me daria, se eu me permitisse, para dormir em qualquer esquina. Bom, mas isto são pormenores.
Ora o que me tem trazido realmente de bom é a minha capacidade de tolerar cada vez menos as idiotices alheias. Se a pessoa tem um plafond grande para fazer idiotices (e isto aplica-se a gente que está na minha vida há muitttto tempo) então eu modero a paciência, mas se por azar não tem um plafond assim muito grande, pode descansar que eu vou ali à esquina comprar cigarros e não volto mais.
E nem é por nada, nem orgulho, nem teimosia, é mesmo falta de paciência e tolerância para gentes e coisas que não me acrescentam absolutamente nada. E isto das minhas relações com coisas e pessoas é muito na onda capitalista da oferta e da procura. Eu tenho muito para oferecer, mas procuro em igual medida. É um sistema de troca gratuito em que se oferece e dá, de modo a ganharem o dois (ou três ou quatro) e saírem igualmente ricos.
Por enquanto nem a idiotice nem a estupidez alheia me fazem ficar mais rica, nem melhor, nem com vontade de dar. É altura de pegar na mala e sair devagar, assim como quem não quer a coisa, sabendo que não quer voltar.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Só queria desabafar!

Estou feliz, entusiasmada e não, não casei e não estou grávida. Bastou pôr três smiles no meu facebook para toda a gente partir do principio que tinha encontrado o homem da minha vida, casado e feito bébés, assim num espaço de tempo que nem dá para fazer a digestão. Mas a felicidade resume-se a isto? Não!
Estou feliz porque surgiu uma oportunidade nova no trabalho e quando eu julgava que ia ficar desempregada daqui a três meses, afinal não, não vou.
Posso dizer que neste momento a minha vida está toda em obras e não me importo nada porque me fartei de deitar coisas abaixo e largar outras tantas e agora tudo se compõe. É isto. Só queria desabafar.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Isto mói e sim, mata!

Aquilo que realmente me frustra e que me faz ficar descrente que a vida seja mais do que simplesmente isto, não é tanto a falta das coisas acontecerem, mas da não existência, sequer, das possibilidades.
Aquilo que preciso agora, já, imediatamente é de uma possibilidade, acreditar que é possível acontecer.
Porque se eu soubesse que essa possibilidade vinha a caminho, descansava este pesar de alma que me chateia e maça (não tenho grande paciência para estes estados d'alma que pesam) e viveria feliz, todos os dias, porque me saberia em contagem decrescente...