Às vezes, quando tenho tempo e disposição, ponho-me a ler blogs. Há aqueles que leio frequentemente, são da casa já. Há outros que vou lá ver o que mudou, o que se diz.
Mas o que eu gosto nisto dos blogs é reparar que, invariavelmente, se se disser o que determinado público que ler, os comentários andam sempre à volta da aprovação generalizada, da concordância fácil, do 'adorei ler-te'.
Leio muitos, comento poucos (a minha opinião vale o que vale), mas disponho-me a analisar toda esta dinâmica e diverte-me imenso. Tanto quase como me divirto a responder aos comentários que me deixam que, embora raros, não se compõem de lol's e smiles ;)).
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
To be or not to be
Gabo o à-vontade com que as pessoas dizem às outras: sê feliz, como se isso fosse uma coisa tão banal de se fazer. Gabo o à-vontade dessas pessoas que, no meio da sua vida sensaborona pedem aos outros a ousadia de serem felizes, como quem deve pedir uma bica em chávena escaldada e depois fica à espera que a coloquem no balcão. No fundo nem sei se acredito que as pessoas que o dizem com essa facilidade são realmente felizes ou se já não sabem o que isso é, mas vivem num conforto tão grande de uma vidinha que se esquecem de questionar, mas afinal o que é isso de ser feliz?
Aquela linha que separa
Durante aquele tempo todo ele havia prometido que faria dela a mulher mais especial do mundo. Encetou todas as energias para que, em momento algum, ela se sentisse menos do que aquilo que ele queria que ela fosse.
Para ele, era era sempre linda, até nos momentos em que ela sabia que não o era. Qualquer que fosse a hora do dia ou o contexto, ele não se privava de lhe dizer o quão ela era linda.
As mensagens de amor choviam, umas inventadas por ele, outras onde ele buscava inspiração. Os presentes e flores eram comuns. Tudo nela era perfeito e ele não fazia por menos.
Os gestos eram para ela, a admiração também, a vida era dela e para ela.
Um dia ela foi embora. Ele nunca percebeu porquê. Ela nunca teve a coragem de lhe dizer que se sentiu um embuste, pois nunca ousou mostrar o seu lado menos bom.
Há uma diferença grande entre o modo como uma mulher gosta de ser tratada e o modo como um homem acha que uma mulher gosta de ser tratada.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
domingo, 20 de outubro de 2013
Às vezes é preciso matar o amor...
Às vezes é preciso matar o amor. Matá-lo aos bocadinhos, todos os dias mais um bocadinho. Fazer com que ele suma de vez dos nossos corpos. Mas não é matar o amor universal, aquele que deve ser gasto com as pessoas certas. É matar o amor errado, aquele que corrói, aquele que não acrescenta, aquele que fere, aquele que nos faz esquecer das coisas más, quando deveríamos lembrar-nos delas para o matar melhor.
Deveríamos matar o amor antes que ele se esgote. Porque se o matarmos, ele pode renascer de novo, maior e mais grandioso. Mas se o gastarmos ficamos secos, condoídos, sem vontade de dar o que quer que seja.
Às vezes é preciso matar o amor, mas devagar, sem pressa. Matá-lo de repente é uma utopia e querendo fugir do que se acabou de matar, acaba-se carregando a arma do crime, os vestígios, o resto desse amor.
Às vezes é preciso matar o amor. Primeiro no corpo, depois na alma. Todos os dias, dia-a-dia, no banho, no café, na rua, no pensamento. Depois de morto, já não o damos, a não ser a nós mesmos. E neste caso, devemos dá-lo sempre, todos os dias, a toda a hora....
sábado, 19 de outubro de 2013
Tabém, tá..
Decidi voltar ao ginásio para ver se me ponho em forma outra vez, que isto depois dos 30 o metabolismo já não ajuda em nada. Como já não faço exercício há muito tempo decidi começar por uma coisa mais calma para não me escavacar logo no primeiro dia. Acabei a minha sexta-feira numa aula de yoga, já que a semana foi muito stressante e eu precisava de alguma coisa que me fizesse relaxar.
Lá fui eu, ao fim do dia, fazer yoga, mas já não me lembrava de como aquilo ainda assim custava. Inspirar, expirar, tudo ok, estica dali, estica daqui e vem o instrutor dizer que afinal tenho que mandar as ancas para o teto e virar tudo. E eu a custo lá fui fazendo. Chega àquela parte da aula em que o pessoal que já faz aquilo há tempos, consegue levantar o corpinho todo com um bracinho e eu a tentar a todo o custo tirar o cu do tapete e a pensar, que merda, como vou meter os meus quilos em cima de um braço. Rapidamente percebi que não, que isso daqui a uns 20 anos talvez seja possível, mas naquela momento de todo que era possível.
Lá fui fazendo a aula, de rabo espetado para o teto e as pernas a tremer que nem varas verdes. Já toda vermelha e sem charme nenhum, a achar que sou a única gaja no yoga a transpirar. Fiquei até ao fim.
Hoje acordei com uma sensação dolorosa no joelho. Lixei o joelho numa qualquer posição esquisita e pergunto-me, quem mais se lixa todo numa aula de yoga? Só mesmo eu né?
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Das coisas que não me interessam nada saber
Das frases de auto-ajuda
Do modo como te estás a sentir
Do que comeste ao almoço
Dos recados que estás a dar a alguém, mas que serviram a carapuça de umas quantas pessoas
Do tipo de relação que tens (e se é complicado, azar o teu)
Dos agradecimentos públicos ( experimenta ligares, não custa nada)
Dos videos de indignação (parece que está na moda a indignação, toda a gente de indigna com alguma coisa, sentados no sofá a ver a casa dos segredos).
É isto
Do modo como te estás a sentir
Do que comeste ao almoço
Dos recados que estás a dar a alguém, mas que serviram a carapuça de umas quantas pessoas
Do tipo de relação que tens (e se é complicado, azar o teu)
Dos agradecimentos públicos ( experimenta ligares, não custa nada)
Dos videos de indignação (parece que está na moda a indignação, toda a gente de indigna com alguma coisa, sentados no sofá a ver a casa dos segredos).
É isto
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