domingo, 20 de outubro de 2013

Às vezes é preciso matar o amor...

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Às vezes é preciso matar o amor. Matá-lo aos bocadinhos, todos os dias mais um bocadinho. Fazer com que ele suma de vez dos nossos corpos. Mas não é matar o amor universal, aquele que deve ser gasto com as pessoas certas. É matar o amor errado, aquele que corrói, aquele que não acrescenta, aquele que fere, aquele que nos faz esquecer das coisas más, quando deveríamos lembrar-nos delas para o matar melhor. 

Deveríamos matar o amor antes que ele se esgote. Porque se o matarmos, ele pode renascer de novo, maior e mais grandioso. Mas se o gastarmos ficamos secos, condoídos, sem vontade de dar o que quer que seja. 

Às vezes é preciso matar o amor, mas devagar, sem pressa. Matá-lo de repente é uma utopia e querendo fugir do que se acabou de matar, acaba-se carregando a arma do crime, os vestígios, o resto desse amor. 

Às vezes é preciso matar o amor. Primeiro no corpo, depois na alma. Todos os dias, dia-a-dia, no banho, no café, na rua, no pensamento. Depois de morto, já não o damos, a não ser a nós mesmos. E neste caso, devemos dá-lo sempre, todos os dias, a toda a hora....

sábado, 19 de outubro de 2013

Tabém, tá..

SKINNY BODY - I love yoga | via Tumblr

Decidi voltar ao ginásio para ver se me ponho em forma outra vez, que isto depois dos 30 o metabolismo já não ajuda em nada. Como já não faço exercício há muito tempo decidi começar por uma coisa mais calma para não me escavacar logo no primeiro dia. Acabei a minha sexta-feira numa aula de yoga, já que a semana foi muito stressante e eu precisava de alguma coisa que me fizesse relaxar. 

Lá fui eu, ao fim do dia, fazer yoga, mas já não me lembrava de como aquilo ainda assim custava. Inspirar, expirar, tudo ok, estica dali, estica daqui e vem o instrutor dizer que afinal tenho que mandar as ancas para o teto e virar tudo. E eu a custo lá fui fazendo. Chega àquela parte da aula em que o pessoal que já faz aquilo há tempos, consegue levantar o corpinho todo com um bracinho e eu a tentar a todo o custo tirar o cu do tapete e a pensar, que merda, como vou meter os meus quilos em cima de um braço. Rapidamente percebi que não, que isso daqui a uns 20 anos talvez seja possível, mas naquela momento de todo que era possível. 

Lá fui fazendo a aula, de rabo espetado para o teto e as pernas a tremer que nem varas verdes. Já toda vermelha e sem charme nenhum, a achar que sou a única gaja no yoga a transpirar. Fiquei até ao fim. 

Hoje acordei com uma sensação dolorosa no joelho. Lixei o joelho numa qualquer posição esquisita e pergunto-me, quem mais se lixa todo numa aula de yoga? Só mesmo eu né?

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Das coisas que não me interessam nada saber

Das frases de auto-ajuda
Do modo como te estás a sentir
Do que comeste ao almoço
Dos recados que estás a dar a alguém, mas que serviram a carapuça de umas quantas pessoas
Do tipo de relação que tens (e se é complicado, azar o teu)
Dos agradecimentos públicos ( experimenta ligares, não custa nada)
Dos videos de indignação (parece que está na moda a indignação, toda a gente de indigna com alguma coisa, sentados no sofá a ver a casa dos segredos).

É isto

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Gente, pelo amor de deus, já não consigo ver vídeos nas redes sociais de programas de talentos com os juris a chorar porque afinal a pessoa canta muito bem, ainda que ninguém dê nada por ela só de lhe olhar para a cara!

Carência a quanto obrigas

girl | via Tumblr


Creio que já tinha escrito aqui que pior que uma mulher desesperada por amor é uma mulher desesperada por amor que não disfarça. Afinal há ainda pior: um homem desesperado por amor que não disfarça. 

Não sei se é algum descontrole hormonal que há no meu local de trabalho que provoca situações ridículas de engate barato. Tenho colegas que, saídos recentemente de relações ou desejosos de sair das que têm actualmente, tentam lançar a cana de pesca a ver se cai alguma coisa na rede. Então começam com falinhas mansas sobre o quão bonitas nós somos e estamos, que tiveram saudades nossos no fim-de-semana, que não lhes ligamos nenhuma. E eu pergunto-me, mas que merda é esta agora? E depois vejo-os com o mesmo discurso para outras colegas minhas (geralmente as solteiras, mas provavelmente às outras também). 

Nisto lá tenho eu que calçar as ferraduras e responder, quando me perguntam se tive saudades, que não, que não tive nenhumas e porque haveria de ter? 

Se ao menos isto me desse para elevar o ego, mas é que nem dá senhores, porque a abordagem é tão, mas tão fraquinha que me dá dó ver ao ponto que as pessoas chegam por um bocadinho de atenção. 

Mais a mais deve haver alguma suposição que as mulheres solteiras estão disponíveis para este tipo de ladaínha toda e que gostam destas merdas, mas a mim, santa paciência, torram-me o juízo fazem-me revirar os olhos. 

E esta carência toda e fragilidade é coisa que me tira o tesão todo por um homem e se nunca tinha havido, agora então é que fica reduzido a pó. 

Senhores, shame on you!

Não gosto

Understand?

Não gosto, não tolero, irrita-me solenemente que me liguem quando não tê mais planos, quando estão aborrecidos, quando o resto da lista não atende, quando estão em baixo.
Estou cada vez mais perita em dizer que não. Aliás, adoro dizer que não, sobretudo quando é merecido!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Fazer o quê?

O problema, o grande problema é sabermo-nos pior do que somos. É passar metade do tempo a pensar que não somos bons o suficiente e a outra metade a perceber porquê. É achar que se calhar se fossemos realmente bons as coisas seriam diferentes.

Mas afinal, não somos assim tão maus e inevitavelmente as coisas acontecem exactamente como têm que acontecer.

Não quero pensar que tudo é assim tão aleatório nem quero pensar que tudo é ardilosamente concebido pelo destino. Quer um quer, quer outro, estão a dever-me muito!